sexta-feira, 18 de junho de 2010

E se fosse verdade?

O movimento “CALA A BOCA GALVAO”, sem dúvidas, é um dos maiores virais feitos no twitter até hoje. Isso mostra a força que o twitter tem no mundo e, ainda mais, a força – e a criatividade – do povo brasileiro nessa rede social.

Para quem já está inserido neste mundo de 140 caracteres, o movimento não é mais novidade, mas acho que vale a pena explicar. Tudo começou com uma manifestação interna dos brasileiros contra as merdas besteiras que o narrador da Globo costuma lançar durante as transmissões dos jogos. A adesão foi grande e teve repercursão internacional. Os gringos queriam saber o que era esse tal de “CALA A BOCA GALVAO”, até que uma boa alma brasileira, com toda sua malícia e criatividade, lançou na rede que GALVAO era um pássaro brasileiro ameaçado de extinção e que o jargão significava “Salve os Galvoes”.

A causa foi aderida por milhões de usuários no mundo inteiro e “CALA A BOCA GALVÃO” virou a maior piada interna viral do twitter de todos os tempos. Piada para os brasileiros, que sabiam o que estava acontecendo, mas uma causa nobre para o restante do mundo (Incluindo o New York Times - http://www.nytimes.com/2010/06/16/nyregion/16about.html?src=mv).

A criatividade brasileira foi grande. Até um Instituto para salvar os GALVOES foi criado e – pasmem – ela já nasceu com 15 de tradição, com a campanha “One second to tweet, one second to save a life”, que doava R$0,10 por tweet para o Instituto Galvao.

Veja aqui o vídeo institucional do Instituto Galvao.

Sem dúvida nenhuma foi uma campanha viral sensacional e que, com certeza, vai ficar por muito tempo na cabeça das pessoas e da mídia.

Mas imagine se todo esse esforço de comunicação fosse usado para defender uma causa real do Brasil? Criatividade e influência nas redes sociais nós já temos. É um ótimo começo!

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quarta-feira, 28 de abril de 2010

A arte de conviver e rebolar

A cada dia que passa tenho mais certeza de que conviver com as pessoas é uma arte. E – modéstia à parte - eu estou me tornando uma artista neste quesito!

Sinceramente pensei que fosse aprender a desenvolver essa arte na minha vida profissional. Não que isso não aconteça, mas o lugar que mais tem exigido a minha habilidade de convivência com diferentes pessoas ainda é a universidade.

Infelizmente – ou não – às vezes fazemos parte de grupos incrivelmente heterogêneos que, a princípio, podem parecer bem interessantes até o surgimento de uma “peça” que desestrutura totalmente todas as nossas expectativas.

Aí descobrimos que é muito mais difícil lidar com pessoas que tiverem uma educação muito diferente da nossa do que com pessoas que agregam algum conhecimento e ajudam no desenvolvimento do trabalho.

Na minha cabeça deveria ser ao contrário. Mas acabei percebendo que trabalhar com pessoas assim exige uma inteligência diferente do que o mero conhecimento técnico sobre um assunto.

Essa relação exige o famoso jogo de cintura. Jogo de cintura para se policiar e não corrigir a pessoa a cada frase errada e sem concordância que ela fala. Jogo de cintura para não querer se matar cada vez que o “menas” vem à tona e quando o plural simplesmente não vem. Jogo de cintura para explicar o que deve ser feito 5 vezes e, depois, explicar porque a pessoa fez errado e porque você teve que corrigir.

É fato que, quando nos vemos nessas situações, acabamos ficando nervosos e com vontade de mandar tudo pro espaço, mas aqui vai uma dica: quando isso acontecer com você pense que, ao invés de tentar lapidar a “peça” que está fora do seu alcance, tente aprender com ela – por mais estranho que soe essa colocação.

Procure desenvolver as suas habilidades e o seu jogo de cintura e use esse case real para a vida toda. Pode ter certeza de que, ao se deparar com uma outra peça semelhante mais pra frente, será muito mais fácil rebolar!

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terça-feira, 27 de abril de 2010

SP: onde nem a lei da física funciona

Há alguns dias tenho tido a oportunidade de experimentar o caos do transporte público na cidade de São Paulo. Sempre ouvi dizer que era mesmo muito cheio, principalmente nos horários de pico, mas não tinha a real noção do que era aquilo até estar lá para ver (e sentir o calor humano!).

Não satisfeita em apenas enfrentar o transporte público nos horários de maior movimento, resolvi experimentar a estação da Luz e da Sé, as maiores de São Paulo (Não pode ser tão ruim assim!). Já havia visitado estas estações como turista aos finais de semana, e realmente, a estação da Luz é muito bonita! Mas essa beleza simplesmente desaparece quando há milhares de pessoas se empurrando para conseguir entrar no próximo vagão.

A primeira - e a última - vez que tentei pegar o trem quase fui jogada para fora dele. As portas se abriram e quando olhei para trás parecia uma tourada, gritando e correndo em direção à porta. Me segurei nas barras laterais e disse ”Não vou!”. Foi quando uma pessoa me ouviu, saiu correndo lá de trás, pulou no trem e disse “Mas eu vooooou!” (Ok, seria cômico se não fosse trágico!). Era gente que não acabava mais! Desisti do trem e fui para o metrô na esperança de encontrar mais espaço.

Doce ilusão! Tinha tanta gente quanto na espera do trem. Cada um querendo ganhar o seu espaço. E como não sou uma das pessoas mais altas do mundo, é claro que fui esmagada no meio da multidão. Foi aí que descobri que aquela lei da física que diz que dois corpos não podem ocupar um mesmo espaço não vale mais para os dias de hoje.

Depois de uma semana traumatizante resolvi voltar atrás e enfrentar o trânsito dentro do carro. E vou dizer que acaba sendo incrivelmente melhor!

São Paulo é o caos: escolha qual deles você prefere enfrentar!

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quinta-feira, 22 de abril de 2010

Como se distrair no transito de SP?

Sempre soube que o trânsito de São Paulo é uma loucura. Cada vez que tinha que atravessar a cidade era uma tortura para mim!

Mas agora que tenho que atravessar a cidade todos os dias, as coisas mudaram um pouco. Não que o trânsito tenha melhorado ou coisa assim, mas eu é que tive que me adaptar. Resolvi criar algumas técnicas para suportar esse caos:

1. Engane o despertador
Não tem coisa pior do que ficar preso no trânsito e estar super atrasado para entrar no trabalho ou iniciar uma reunião. Isso estressa qualquer ser humano! Por isso aconselho que coloque o despertador meia hora antes do horário que você teria que levantar, assim, quando ele tocar, você tem aquela sensação de que ainda pode dormir mais meia horinha! Mas não esqueça de programar a "soneca".

2. Abstraia!
Antes mesmo de você entrar no seu carro, esqueça do que você vai ter que enfrentar ao sair da garagem (transito, motoboys, buzinas, motoristas desatentos e que compraram a habilitação como você).

3. Fuja da rádio Trânsito
Ao ligar o rádio, procure sintonizar uma estação que não fale absolutamente nada sobre a situação do trânsito na cidade. Pode ter certeza que eles vão dizer que o caminho que você está é o pior e você ficará puto e preocupado antes da hora.

4. Tem sempre alguém pior
Quando você estiver no pico do trânsito, olhe para os lados e pense que tem muita gente na mesma situação que você - ou pior. A não ser que você esteja muito apertado para ir ao banheiro e não tenha escapatória.

5. Caminhos alternativos
Ao perceber que não vai ter como encarar o seu caminho habitual, certifique-se de que você realmente conhece caminhos alternativos, pois é muito mais fácil você se perder ao tentar escapar do engarrafamento do que encará-lo!

6. O amigo GPS
Compre um GPS! Nao importa se você terá que dividir em 10 vezes. Compre! Por mais que, na maioria das vezes, ele te leve pelos caminhos mais difíceis e com mais trânsito, ele ainda pode ser um grande companheiro. Vou dizer como: ao perceber que ele não está atualizado com os sentidos das ruas que mudaram e que ele não tem atualização do trânsito, você começará a conversar - ou melhor, xingar - a voz que vos fala. Acredite! Quando você menos espera, você percebe que já falou com ele metade do seu caminho!

7. O sono
Trânsito dá sono! Isso é inevitável! Quando isso acontecer, evite entrar em túneis muito extensos, pois a iluminação deles tem um efeito sonífero potencial. Ligue o rádio no último volume e direcione o ar condicionado para a sua face, na potência mais alta.

8. Distraia-se e divirta-se!
Procure se distrair lendo placas, observando as pessoas que estão paradas ao seu lado. Com certeza você verá cenas bizarras.

Se nada disso funcionar, use o transporte público por um dia e descubra que poderia ser muito pior!

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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Brasil: Quem escreve essa novela?

Há algum tempo tenho observado o comportamento das pessoas nas redes de relacionamento da web e através de conversas com conhecidos. Comecei a perceber uma certa mudança de valores, que parece ser uma tendência nacional.

Vivemos na sociedade da transparência e não mais das aparências. Uma sociedade em que a informação está muito fácil de ser acessada e que todos podem expor seus pensamentos e opiniões para qualquer um ver. Isso seria ótimo se essas opiniões fossem mais construtivas e menos fúteis.

Em um momento em que políticos escancaram falcatruas e declaram roubos absurdos. Em um tempo em que corremos o risco de ter no poder do país uma terrorista e ex-presidiária. Será que está difícil interpretar a atual situação do Brasil ou será que todas essas declarações de corrupção já viraram lugar comum para os Brasileiros, que agora se preocupam apenas com quem será eliminado no próximo paredão?

Como seria se toda essa revolução das redes sociais tivesse eclodido na época dos nossos pais? Qual seria a palavra mais twittada dos últimos tempos? Fomos criados pelos jovens estudantes da década de 60, que sempre lutaram pelos seus direitos, acreditavam na democracia e em uma sociedade limpa e transparente.

Hoje em dia a política está muito mais transparente do que há 20 anos e o que vemos são pessoas cada vez menos descrentes e mais conformadas com o caminho que o país está seguindo, deixando-o nas mãos de “arrudas” e “dilmas”. Nada mais é comentado, a não ser quais serão os próximos capítulos da novela das 9 e quem deve ganhar um milhão. Enquanto isso muitos outros milhões são desviados em Brasília e os capítulos dessa novela já não interessam a mais ninguém.

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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Minhas unhas. Meu humor.

Que a indústria cosmética está cada vez mais criativa não tenho dúvidas. Mas as marcas de esmaltes estão surpreendendo cada vez mais. Não pela qualidade ou diversidade de seus produtos, mas sim pelas nomenclaturas concedidas às cores de esmaltes. Cada cor possui um nome mais – digamos - criativo do que outro.

A sensação que dá é de que cada vidrinho colorido daquele possui uma vontade própria e uma razão única de ser e existir! É como se a cada semana a mulher pudesse escolher o seu “estado de espírito” de acordo com a cor do seu esmalte:

Atrevida: “Sou safadinha, mas preciso de um empurrãozinho desse esmalte para colocar as asinhas de fora.”

Vermelho Ivete: “Tenho pernas grossas e sou melhor do que a Cláudia Leite.”

Puro glamour: “Praticamente uma estrela de Hollywood no Oscar.”

Garota verão: “Com esse esmalte e de mini-saia... ninguém me segura!”

Rosa chiclete: “Não sei...mas minhas amigas vão adorar!”

Tititi: “Porque fofocar faz bem.”

Affair: “Para uma noite casual.”

Noite quente: “É hoje...!”

Não satisfeitos, com a intenção de despertar os desejos mais íntimos das mulheres através de nomes cada vez menos descritivos e cada vez mais subjetivos, a coleção “7 Vermelhos Capitais” tem feito sucesso nos salões de beleza como a Santa Gula, o Doce Orgulho, Toque de Ira, Possessão Rosa, Pura Luxúria, Inveja Boa e Preguicinha.

É a prova de que, tratando-se de unhas – e de jogadas de marketing - nada é pecado!

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segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

O ócio criativo

Essa foi a base de um final de ano regado a reflexões e conclusões extraordinárias. Foi então que percebi como ele – o ócio criativo – se faz necessário na vida profissional (principalmente de um publicitário).

Experimente juntar alguns amigos, umas boas caixas de cerveja gelada e passar uma semana em um mundo paralelo, onde comer, beber, ir à praia e dormir se tornam uma rotina nada cansativa.

É aí que surgem os melhores questionamentos e as mais inusitadas conclusões, que são fruto da imaginação e do acervo de cultura inútil – ou não tão inútil assim – das figuras que ali estão.

Por isso não vejo outra maneira mais criativa e eficaz de se fazer um bom brainstorm a não ser juntar os amigos e tirar umas boas e merecidas férias!

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